sábado, 18 de dezembro de 2010
Mais e melhor
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Agonia

Podes não acreditar mas já te tentei perdoar. Acredita que dentro de mim há uma força pequenina que pede para te perdoar. Mas não consigo. Não porque gosto de ti ou não. Nada disso. Simplesmente porque não és quem eu acreditei que eras. Tu, um dia, vais perceber que ao mentires assim vais acabar sozinho sufocado nas tuas mentiras, isto é, se já não estás sozinho. A tua vida é como um comboio: Tu juntas pessoas novas todos os dias em cada estação que páras mas, no entanto, vais perdendo carruagens pelo caminho. Muitas e valiosas carruagens. Tenho vergonha de ti, de quem és, de quem amei. Mentes para te convenceres das tuas mentiras, vives uma realidade falsa, que achas que um dia vai ser verdade mas não. Tudo o que me fizeste, o quanto me magoas-te vai-te atormentar durante muito tempo. Porquê? Porque não sou a única a quem magoaste, não sou a única a quem mentiste. Tenho muita pena das pessoas que actualmente te rodeiam. Não te conhecem como eu te conheci, e, por consequência, não te podem amar como eu amei. Conforme o tempo passa sinto-me cada vez melhor, cada vez mais segura de que tu não eras para mim, pois eu mereço melhor. Muito melhor. Nunca te obriguei a nada, muito menos a mentir e, mesmo assim, mentis-te exactamente com o que não devias ter mentido se querias ficar, pelo menos, com a minha amizade. Agora, nem isso tens e falta disso, podes ter a certeza, que eu sei que tens. Queres-te sentir completo e não sentes. Rodeado por toda essa gente estás sozinho. E, como sempre, tentas-te convencer que estás feliz assim. Acho que, antes de mais, te devias convencer que és uma mentira. Uma mentira para todos mas, mais importante que isso, és uma mentira gigante para ti próprio. Não, não te odeio, mas também não te quero mais de volta na minha vida.
Foto: David Fernandes
sábado, 6 de novembro de 2010
Se o tempo nos der o tempo a que temos direito!
domingo, 24 de outubro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
Sol

Mudas-te a minha forma de ver a vida. Nunca mais me vou esquecer de como olhas-te para mim, de como tinhas o olhar vazio, incompleto. Provavelmente, fomos mais quatro “Doutores” de bata branca a olhar para ti como tantos outros. Mas, na minha simples e vulgar vida, mudas-te tanto. Mudas-te tudo. Fizeste-me agradecer ter a vida que tenho, amar ver o por do sol, amar mais e melhor. Pessoas assim existem muitas mas tu mexes-te comigo. Talvez tenha sido o teu olhar vazio, a forma engraçada como respondias às nossas perguntas ou a tua idade. Não sei, mas quero acreditar em ti. Quero acreditar que tudo tem solução neste mundo mas tu, na tua inocência, mostraste-me a realidade nua e crua. Só te tenho a agradecer.
Obrigada.
Foto: Sílvio Dias
domingo, 10 de outubro de 2010
Optometria

sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Believe me

domingo, 3 de outubro de 2010
Caixinha

Desde que me magoas-te que te coloquei numa caixinha pequenina. Guardei-te muito bem lá dentro. Não a consegui deitar fora. Ainda luto, todos os dias, todas as horas, para te manter dentro da caixinha. E podes ter a certeza que não te vou deixar sair, apesar de saber que te sentes apertado lá dentro e queres sair. Mas eu não deixo. Guardo-te num cantinho do meu quarto e, magoaste-me tanto, que nunca te limpo o pó. Não deixo que as horas de sofrimento pelas que passei, e passo, não se acumulem em cima de ti, não deixo que saias lá de dentro e te voltes a tornar grande e importante para mim. Espero um dia conseguir limpar o pó à dita caixinha, abrir lentamente a tampinha e descobrir que está vazia, que já não estás lá dentro. Nem em lado em nenhum.
Foto: Daniel Pedrogam
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Praia

Isto de ir à praia e não ter onde estacionar tem muito que se lhe diga. Porque? Ora bem, isto quando sou eu a conduzir já dá para o torto, mas quando são as minhas amigas o caso torna-se ainda pior! Sem ofensa, claro… Sabem aqueles carros pequeninos? Daqueles que não é suposto andarem na areia? Sabem pois… E sabem quando dizem assim: “Não vás para ai com o carro porque ele não vai passar!”? Sabem pois… E mais, sabem quando ninguém nos ouve e acabam por ir na mesma? Sabem pois… Foi exactamente isto que aconteceu. Foi uma coisa bonita. Não volto a ir à praia com amigas assim. Tenho dito.
Foto: Armando Guerreiro
