Por vezes, desiludo-me a mim mesma! Sinto que não chego onde queria chegar. Quero mais de mim. Quero conseguir mais. Quero mais! Quero conseguir pensar mais depressa. Quero conseguir dominar a minha vida, e aquilo que faço dela e com ela melhor! Sinto que não chego ao patamar que queria… E sinto que quanto mais quero lá chegar, mais para baixo vou. Tenho um medo terrível de desiludir quem me rodeia, pessoal e profissionalmente. E, no entanto, sinto que desiludo. Sinto que já desiludi como filha, como irmã, como amiga, como colega, como amante… E pior, não consigo deixar o passado onde ele pertence: No passado! Parece que cada vez que erro, esse mesmo erro persegue-me durante muito tempo, não me deixando ver as coisas boas que há no futuro e, sobretudo, no presente. Existem alturas em que acredito que até os princípios que falo, os valores pelos quais me guio, já não os “cumpro”! Fazes-me falta. Não sabes o que senti quando te vi, naquele dia, ao longe. Tu ajudavas-me a ultrapassar tudo isto, estavas ali. E ainda hoje estarias, se eu te deixasse. Não deixo porque, mesmo depois de todo este tempo, quando te vi o meu coração ficou muito apertado e eu, não fiquei nada bem desde então. A saudade aperta e faço um esforço enorme para não te dizer nada durante estes dias. Da mesma forma que tu não és quem eu pensava, lamento informar, mas eu também não sou quem tu pensavas!
Também a ti, de uma certa forma, te desiludi.
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